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Business Plan no more?

por Thiago N. Felippe

 

O movimento da Lean Startup veio para quebrar paradigmas e mudar nossa forma de conceber novas empresas e novos produtos.

No passado, empreendedores dependiam de muito planejamento e tempo despendido na criação de um business plan, que deveria conter no detalhe as projeções, pontos fortes e fracos, investimentos, custos e features do que se pretende por de pé pelos próximos 5 anos. Este modelo tradicional tem suas vantagens, mas na conjuntura de mercado atual, suas falhas vem se acentuando por conta do dinamismo e velocidade com que tendências e inovações surgem e desaparecem.

Criar um business plan bem feito é dispendioso e leva tempo. Hoje em dia, esse tempo de planejamento pode significar a perda da janela de oportunidade. Além disso, um business plan bem confeccionado demanda capital, algo que uma startup ou um novo produto com certeza não tem em excesso. Por esse motivo, o mercado tem migrado para o modelo de Lean Startup.

Lean Startup, em suma, é a metodologia de se por uma empresa ou produto de pé com foco na execução – algo mais empírico e menos teórico. Ao invés de se gastar tempo e energia com o business plan, o time passa então a focar em interagir com seus potenciais clientes para conseguir definir como deverá ser o produto, que preço será cobrado, como será distribuído e comercializado, dentre outros pontos. É nesse cenário que alguns conceitos se fazem úteis.

O primeiro é o MVP – Minimum Viable Product. Software versão Beta se encaixa nessa classificação. É com este produto que a empresa irá validar hipóteses sobre sua oferta. É através de feedbacks de clientes que se pode colher informações extremamente úteis para ir se aperfeiçoando a oferta. Só se deve soltar um MVP no mercado se a empresa souber que hipóteses quer testar com seu público alvo. Podemos dizer que é como se fosse uma fase de prototipagem, mas já com endereçamento de mercado.

Outro conceito importante é o do Canvas, que permite de forma rápida visualizar os nove principais pilares do negócio:

  1. Principais parceiros
  2. Principais atividades
  3. Principais recursos
  4. Propostas de valor
  5. Relações com clientes
  6. Canais
  7. Segmentos de clientes
  8. Estrutura de custos
  9. Fontes de receita

O Canvas permite de forma rápida visualizar os pontos importantes do negócio,  além de ser algo prático de se modificar conforme novos fatores surjam.

A metodologia de lean startup ainda é algo pouco divulgado e pouco implementado, mas a tendência é vermos o seu crescimento se ampliar. Vemos já traços desse modelo em shows como Shark Tank quando os Sharks (investidores) questionam os números pregressos do potencial investido. Obviamente, ainda perguntam sobre projeções – que tem a ver com o modelo tradicional do business plan, mas se preocupam mais com que tipo de validação o empreendedor já teve do seu produto no mercado; quanto já conseguiu vender, onde, como e qual o feedback do mercado. Hipóteses validadas com dinamismo e agilidade parecem ser a receita para as próximos “disrupções” no mercado técnológico.

More to come.

Thiago N. Felippe
VP ADVB Núcleo Jovem e CEO da AIQON

Fontes:
Alexander Osterwalder e Yves Pigneur
https://endeavor.org.br/lean-startup/
http://hbrbr.uol.com.br/por-que-o-movimento-lean-startup-muda-tudo/

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