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Mas o que significa isso?

por Denise Zerbeto

Atire a primeira chinela, quem nunca ouviu esta frase desde os primórdios da sua existência em momentos sui generis.  Lembra-se de algum deles?

Mães enfurecidas, professores indignados, avós diante de “artes” infantis, pais diante dos “amassos” adolescentes… e por aí vai.

É curioso como há momentos em que nosso único refúgio, consolo, está na compreensão do significado que aquilo tem pra nós, ou no ato de criar algum. O significado é uma perspectiva lógica e a lógica pode direcionar para um caminho novo, trazer esperança.

Veja, a sustentabilidade das empresas está cada dia mais vinculada à habilidade das pessoas que a constituem em gerar benefícios e não em trazer resultados. Problematizar esta realidade ao invés de aceitá-la, pode lhe custar evasão de talentos a médio e longo prazo, simplesmente porque as pessoas despertaram para a necessidade de dar significado às suas vidas, construir legados e não apenas ter sua existência roubada enquanto gera riqueza para outros e aguarda a aposentadoria e a felicidade.

Quem quiser manter um negócio lucrativo daqui em diante, vai precisar rever além de paradigmas e processos: comportamentos, os quais mantêm relações íntimas com os significados e estes por sua vez, com as escolhas! Não senhor e sim senhor vão continuar existindo, mas em organizações onde por enquanto isso ainda encontra espaço e continua despertando nem sempre o que há de melhor em termos de potencial humano.

Nas áreas comerciais isso é elevado à terceira potência. As novas gerações não estão sendo forjadas para serem submissas e ponto.  Exigir resultados com um chicote na mão, a qualquer preço e custo… não vai rolar. A “galerinha” se posiciona até diante de brigas de pai e mãe, pedindo pra: “pedir desculpa”, “dar um beijo” e “fazer as pazes”. Não vai ser diferente quando estiverem diante de um produto questionável, sem conexão com seus valores. Eles vão dizer o que estiverem pensando, sentindo e as empresas vão ter que aprender a lidar com isso, o vendedor com atitude de consumidor.

Por hora, num mundo de superficialidades convenientes, “fast” isso, “fast” aquilo, se você procurar direito também vai encontrar o “fast” significado.  Não é difícil de reconhecer, ele embaralha sua mente poderosa com conexões sem sentido, igual um professor de matemática despreparado.

Agora eu pergunto: dá pra fidelizar cliente e retornar investimento construindo soluções com “fast” significado? Dá pra ter uma área comercial cheia de talentos, vendendo cortina tecida com fio de fumaça?

Estamos retornando à era do durável, isso é condição sine qua non para a sustentabilidade da vida e, no durável, o significado profundo e verdadeiro é onde tudo começa.

Denise Zerbeto, presidente da MOVAZ e associada da ADVB Mulher.
denise@movaz.com.br

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