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O tempo não para

BV_42_O tempo não para

Lembra do Cazuza cantando “Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades, o tempo não para”?
Pois é. Precisei procurar um arquivo antigo em meu computador e encontrei essa “preciosidade”, coautoria de vários vendedores de lojas, respondendo à pergunta “qual sua maior dificuldade em vender”:
1. o momento atual em que o país atravessa; a empresa perde muitas vendas, principalmente por falta de produtos e concorrência de preços;
2. impor a técnica sob forte tensão psicológica, isto é, analisar o caso em meio a problemas pessoais e profissionais;
3. assimilar a falta de comunicação (telefone, CPD, etc.) que desgasta bastante o vendedor na hora do fechamento, quando precisamos dos mesmos;
4. os muitos produtos que trabalhamos e o pouco treinamento e conhecimento deles;
5. a falta de produtos e assistência técnica que não enrole o cliente;
6. a indecisão econômica do país;
7. quando o cliente procura um produto e não trabalhamos com o mesmo;
8. não estamos acompanhando as mudanças constantes nos produtos;
9. falta de tecnologia, para possibilitar maior agilidade de informação;
10. a crise econômica, falta de produto, concorrência e atraso do fabricante.
Esse é um pequeno extrato do arquivo. Mostra que problemas e disfunções, não tratados corretamente, pioram com o tempo e apresentam um risco potencial ainda mais destrutivo: nos acostumarmos com “padrão” e passar a aceitá-los como coisa normal.
Apesar do expressivo desenvolvimento de sistemas e tecnologias pensados para apoiar a gestão e o desempenho, o fator crítico permanece nos aspectos humanos e comportamentais.
Parecem temas de hoje, mas vieram direto do túnel do tempo, 19 de maio de 1989. Toca Cazuza!

Alfredo Duarte

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